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Ética na advocacia: Como ela é aplicada no Marketing Digital?

O marketing digital é uma das melhores estratégias disponíveis atualmente para que profissionais de todos os segmentos possam fortalecer o seu posicionamento de mercado, aumentar o alcance e adquirir novos clientes.

No entanto, algumas áreas têm suas particularidades que devem ser respeitadas na realização de cada postagem ou campanha. O Direito é uma delas, o Código de Ética da OAB impõe determinadas restrições para a divulgação do trabalho dos advogados, que precisam ser seguidas. Veja a seguir como aproveitar o potencial do marketing digital sem transpor as barreiras éticas impostas.

É vedada a publicidade direta

O artigo 46 do Código de Ética da OAB deixa bem explícito que os profissionais podem usar a internet como um veículo de publicidade, incluindo o envio de mensagens para os “destinatários certos” (o que já veda práticas como a compra de base de dados), desde que não haja o oferecimento diversos de serviços ou captação de clientela.

Na prática, isso significa que os advogados não podem apostar em abordagens como “contrate os nossos serviços”, “Precisando de um advogado trabalhista? Entre em contato conosco” e todas as outras formas de publicidade direta.

Além disso, também fica claro que o envio direcionado de conteúdos, como as newsletters, por exemplo, só pode ser feito para destinatários que tenham fornecido seus contatos voluntariamente, demonstrando interesse em receber o material.

É vedada a divulgação dos honorários advocatícios e a publicidade compartilhada

Outra restrição diz respeito ao valor dos serviços cobrados. Diferente do que acontece em outras profissões, os advogados não podem divulgar o valor dos seus honorários publicamente na internet. A OAB considera que essa é uma forma de tentar captar clientes, portanto, fere a determinação citada anteriormente.

A chamada publicidade compartilhada também é proibida. Portanto, se o advogado presta outro serviço, como o de contabilidade, por exemplo, mesmo tendo as devidas licenças para exercer essa segunda profissão, ela não pode ser divulgada nos mesmos espaços dos serviços advocatícios.

Marketing de conteúdo como caminho mais viável

A OAB considera que o marketing para advogados deve ter como princípio básico levar informação relevante ao público a respeito dessa atividade. Felizmente, essa perspectiva vai ao encontro de uma das estratégias mais consagradas do momento e que promete continuar em destaque por muitos anos: o marketing de conteúdo.

O site, redes sociais e outras plataformas digitais de advogados devem servir como suporte para a produção e divulgação de conteúdo de qualidade e interesse público. É uma oportunidade de se dirigir aos internautas adotando uma linguagem mais acessível e menos burocrática, para que eles se familiarizem com o Direito e o enxerguem como algo que pode lhes ajudar a exercer a sua cidadania nos mais diferentes âmbitos.

Além de ser um serviço de utilidade pública, o marketing de conteúdo pode ajudar no ranqueamento do site: basta manter uma seção de blog e atualizá-la frequentemente, levando em conta as estratégias de otimização de SEO. Quando o website estiver melhor posicionado nos buscadores (como o Google e similares), a visibilidade aumentará e, indiretamente, isso atrairá clientes.

Empresas que investem nessa abordagem têm mais facilidade para se consolidar como referência no mercado, transmitindo profissionalismo e credibilidade. Tudo isso também ajuda a prospectar clientes sem violar as normas éticas.

Nossa agência pode ser adequar as estratégias de marketing digital às particularidades de cada cliente, entendendo o que é possível e funcional dentro dos contextos individuais. Entre em contato conosco para conhecer nossos serviços e solicite um orçamento sem compromisso.